Postagem de Morena Allemand
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Morena Allemand
semana passada
Você já reparou que quando bate aquele desespero, aquela ansiedade que aperta o peito, a primeira coisa que o corpo pede é comida? Não é fome, é medo disfarçado de fome.
E o curioso é que a neurociência já vem estudando isso há anos: existe uma região no cérebro chamada amígdala, responsável por disparar o alarme do medo, e ela fica hiperativa quando vivemos no automático, no estresse constante, sem nenhum momento de pausa real.
O que os estudos sobre práticas contemplativas mostram é que quando a pessoa cria o hábito de parar, respirar e se conectar, seja através da oração, da leitura meditativa da Bíblia, de qualquer prática que exija silêncio e presença, essa amígdala começa a se acalmar. O corpo entende que não está mais em perigo.
E quando o cérebro para de gritar “perigo”, a vontade de comer por ansiedade também diminui, porque grande parte do descontrole alimentar nasce exatamente desse estado de alerta que nunca desliga.
A oração, quando vira hábito e não um SOS de última hora, treina literalmente o seu sistema nervoso a sair do modo sobrevivência. E aí a comida deixa de ser refúgio, porque o medo que empurrava você pra geladeira já não está mais lá gritando.
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